Segunda-feira, Abril 27, 2009


Outro blog. Igual, mas diferente.


www.felizessaooscaes.blogspot.com


Blogspot, got it?



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Sábado, Abril 25, 2009


Eu nunca odiei tanto alguém. Nunca desejei a morte e nunca quis ver alguém tão infeliz. Eu quero que você morra pra sempre, que suma pra sempre, que todos se esqueçam de você. Mas, antes, quero que sofra, que algo te doa muito, para que você saiba o que é viver, o que é sentir algo de importante, real, intenso. Eu quero o seu mal, quero o pior, a sua dor. Quero que perca os amigos, mesmo os mais falsos. Quero que fique sozinho, que as flores da sua casa morram, que seus cabelos caiam e que seus dentes fiquem pretos. Quero que tropece num buraco e que quebre as pernas. Torço para que nunca mais você tenha um dia de sol, que nunca mais sinta a água do mar nos seus pés, que nunca mais escute uma boa música e fique incapaz de pular ao som da sua banda predileta. Quero que o frio que entra pelas frestas da sua janela intensifique a sua renite e que você pegue uma pneumonia e morra. Odeio você, odeio você.
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Quarta-feira, Abril 22, 2009


Preciso de ajuda urgente. Ajuda de verdade, prática e direta:
Como faz? Como posso mudar a assinatura do meu blog? Preciso acabar com meu sobrenome que existe aqui desde 2003. Não, não vou acabar com o passado bizarro do Felizes, mas alguém me salva do Google?
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Quarta-feira, Abril 15, 2009


Eu não sei escrever sobre outras pessoas. Não sei criar vidas, nomes, histórias, vontades. Não sei o que é ser outra pessoa que não seja eu. Eu não sei não ser egoísta, não sei ser criativa, não sei ter boa vontade, não sei inovar. É sempre sobre mim. Eu é que importo agora. E antes. Se não sou eu, é quem eu deveria, gostaria ou poderia ser. Sempre vai existir um eu, alguma eu que está aqui. Sempre vou estar dentro. Não posso parar de pensar como eu. É como se só fosse eu no mundo, o personagem principal. "Malkovich, Malkovich." Composições paralelas pra me ajudar a ser eu. Eu não tenho outra lógica além da minha ou outra maneira de sentir além de mim. Eu queria poder falar dos outros. Queria descrever sensações que não vivi, entender pensamentos que não foram meus, dizer frases que nunca falei, amar outras pessoas, ser você. Eu queria poder entender outros jeitos, contar outras histórias, ser, por um momento, um ímã. Queria ser sensível, inteiramente capaz de sentir o mundo. Mas eu não sei escrever histórias. Eu não sei ser nada além de uma parte de mim.
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Quando eu to acordada, só penso na hora de dormir.
E quando eu durmo, nunca mais quero acordar.
Mas, às vezes, na hora que é a de dormir, o cérebro decide pegar um ônibus leito e ir parar em lugares esquecidos durante o dia, e não volta mais. Daí o sono toma um cafezinho, vai dar um tempo na sala de estar, pensa que pode voltar três horas depois porque ninguém tá sentindo a falta dele. Engano, Sr. Sono, pode voltar aqui. Traz com ele o meu cérebro, as minhas idéias e pode deixar as memórias que você recordou. Aqui é a Terra das Oportunidades, o lugar de suar, onde os fracos realmente não têm vez. Volta, sono, volta, voolta, volta... volt... vo... o... ooooo... ...
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Domingo, Abril 05, 2009


Aprendi hoje que sair com pessoas que não conheço bem e que tinha medo de ter que apelar pro meu caderninho sos para falta de assuntos, aprendi hoje que esses momentos podem ser bem divertidos, sinceros e bonitos. Obrigada, Gal, obrigada, Luis. Seguindo a Escola Camila-Fernando de Recepção de estrangeiros, vocês me fizeram me sentir em casa nessa cidade tão chuvosa. Hoje, vou passar um domingo a noite embriagada de vinho bom e pizza de metro. Melhor mesmo, só se não voltasse pra casa vazia. Mas, obrigada!
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Quarta-feira, Março 11, 2009


Eu ontem, quando te disse para ir embora que eu estava bem, você chorou. Não quis me ouvir e ficou com aquele olhar de quem diz que estou fazendo algo errado. Hoje, por isso, quis te ligar quando o dia me doeu. Mas, você já estava novamente feliz, novamente distante, novamente, ninguém. Burra eu que te amo, burra eu que te dôo. Burra eu. Eu ontem, quando fiquei ao seu lado por toda a tarde, devia ter atendido o chamado do mundo. O mundo sem dor, aquele outro caminho fácil, em que tenho o que preciso, em que recebo o que quero. Eu hoje jogo palavras sem sentido para um blog esquecido, para um leitor qualquer, sozinho no meio de uma quarta de domingo. E se alguém lê, me desculpa, os dias têm sido cinzas, tem sido sem nenhum amor, sem nenhum desejo, cinza, cinza, cinza. Eu ontem não queria mais voltar pros meus quadrinhos em banco e preto, mas você não sabe me pedir pra ficar, não sabe colorir, não quer ter nada meu. Sim, hoje eu não estou feliz, não me esforço pra parecer, quero preocupar meu único leitor esperançoso. Hoje eu quero morfina, quero sono eterno, quero três dias sem nervos.
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Domingo, Março 01, 2009


Por que nunca é você do meu lado? Por que é sempre a sua ausência e a sua simplicidade? Eu não quero desistir de você, não mais uma vez. Mas, querido, você nunca está aqui. O meu lado está sempre vazio, os meus domingos são apenas lembranças, suas mensagens não chegam e sua boa-vontade não é o bastante. O que você diz ser esclarecedor ainda não basta. Eu preciso do seu abraço, da sua presença, de compartilhar com você, e não apenas quando você sente minha falta. Eu quero sempre, todos os dias, todas as noites. Mas, meu querido, você não está aqui novamente. E seu lugar não é mais seu, e eu não sou só sua, e você não sabe de nada, porque você não está aqui. Você nunca mais esteve. Não importa que você pense que está.
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Terça-feira, Fevereiro 03, 2009


Hoje você deixou de ser meu, deixou de ser querido, deixou de ser. Não imagino o que de melhor você encontrou, mas, se foi. Foi sem tchau e eu agradeci. Não era mais possível fingir que te amava, que sua presença por perto era bem quista. Eu não soube dizer que não te amava e você foi incapaz de ver. Hoje eu deixei de ser sua e espero que você sinta. Não lamento, não peço desculpas, não quero que você se lembre. Para nós, não há mais carinho, não há mais boas memórias, nem pequenos gestos, sorrisos discretos, boas músicas. Para nós, acabou.
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Quarta-feira, Janeiro 28, 2009


Milhões de sentimentos simultâneos. A cabeça a mil e tonta. Dez anos, ou menos. O tempo não passou. Passou, mas é bom sentir que o essencial não muda. O que é importante está lá. E faz sorrir, faz lembrar, desejar, suar, e, por que não, o importante é que o amor está lá. Não o de sempre, não o de filme, o das músicas, está lá o amor do fundo, o carinho eterno, gratuito, cúmplice. Abraços não dados, beijos esquecidos. “Saudades.” “Não some, ta?” “Beijo, linda.”
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Terça-feira, Janeiro 20, 2009


Olhando pra ela não era possível imaginar as lágrimas que já tinha derramado. Cry me a river. Ela perdeu o filho que vocês sonharam, que quase tiveram tantas vezes, mas decidiu manter em segredo. Até de você. A cada dia doía menos a sua ausência, as músicas no rádio, os pequenos momentos. Durante o dia, esquecia que você já fez parte da rotina. Não sabia mais o seu número de cor, esqueceu-se do dia do aniversário, do segundo beijo, da combinação dos nomes. Nos pensamentos dela, apenas um lamento, um suspiro, um sorriso triste no canto da boca e muitos novos anseios. Olhando pra ela é impossível acreditar que já te amou.
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Quinta-feira, Janeiro 15, 2009


Foi em outro que ela pensou quando foi beijada. Inesperadamente, sem nenhum afeto, seu coração parado enquanto os lábios se moviam. E, no pensamento, apenas, a outra imagem, um outro rosto grande e sério. Idiota, imbecil, ingrato, besta, idiota. Idiota. Idiota. Por que ele não está lá? Idiota, idiota, idiota. Ou, por que as sombras dele não desaparecem? Por quê? Por quê? Por quê? Por que apenas não assume que é ela a pessoa certa? Ela sabe. Ele sabe. Por que ele a deixa nos braços de outro enquanto o que ambos querem são os corpos conhecidos? Idiota. Idiota. Ela o ama, desesperadamente, como se essa fosse a única coisa boa que soubesse fazer nessa vida. E beija, abraça, sorri, finge que gosta, finge que curte. Não conhecia a complexidade da vida. Não até hoje. Hoje, ela disfarça, sofre, descobre um corpo longe do desejo. Deseja longe do coração. Para ela, até hoje, só amar era o bastante. Hoje, ela aprendeu a fingir. E a se divertir. Por que não?
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"a vida é, assim, feita a golpes de pequenas solidões" - roland barthes

Velhos Latidos

.:coisas:.

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